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O Auto da Índia (versão integral)

Sinopse


O Era Uma Vez, Teatro de Marionetas estreou no dia 9 de Dezembro de 2010 a farsa chamada
“AUTO DA ÍNDIA” de Gil Vicente.
A encenação deste conto de costumes feito poema e teatro, é sequência de um processo já
iniciado com o espectáculo “AUTO DA BARCA DO INFERNO” do mesmo autor e propõe-se,
respeitando a integralidade dos textos, dar forma a um Retábulo de Mestre Gil Vicente que
sirva para apresentar o essencial da sua obra, devolvendo o carácter popular ao Teatro
Vicentino. O teatro de bonecos ”suporta” na perfeição as personagens vicentinas porque estas
não apresentam os sinais de uma psicologia individual, mas sim de grupo social e o teatro de
bonecos tem como uma das suas caracteriscticas principais a enorme capacidade de fazer
sinteses, de mostrar caricaturas.
O teatro de bonecos de varão (com fios), muito popular na Lisboa do séc. XVIII e ainda hoje
no Alentejo, permite um jogo com a marioneta, muito tenso e seguro, fazendo com que
movimentos, acções, falas dos personagens manifestem um tónos de representação
perfeitamente adequado ao Auto.
Os espectadores que assistiram à estreia do Auto em 1509 não teriam grande dificuldade em
“ler” as informações que vão sendo dadas sobre o passar do tempo, esse “tempo dramático”
que durou 2 anos, um mês e 26 dias, o tempo que a Nau Garça comandada por Álvaro Telles
da Armada de Tristão da Cunha, levou na viagem à Índia. Para marcar este tempo dramático
de modo a que um público contemporâneo o possa “ler”, utilizamos a técnica do teatro de
sombras mostrando a viagem da armada desde a sua saída de Lisboa até ao seu regresso à
Capital do Reino. Queremos com esta opção, mostrar a passagem do tempo real como
elemento estruturante do tempo dramático. Um conto de costumes apresentado por bonifrates
no contexto da época, no contexto da grande aventura dos Descobrimentos.
Esta obra é também propícia à ligação com os curricula escolares.

Ficha Técnica

Direcção e Dramaturgia - José Carlos Alegria
Manipulação - Ana Margarida Meira Alegria, Carlos Miguel Meira Alegria e José Carlos Alegria
Retábulo e Bonecos - António Canelas
Figurinos - Clara Sertório
Música - Alexandre Tavares, Carlos Miguel Meira Alegria e João Cordeiro
Luz - Era Uma Vez, teatro de marionetas
Som - Carlos Miguel Meira Alegria
Técnica - Bonecos de Varão
Duração do Espectáculo - 50 min.

 

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